| Um bom monitor de estúdio deve ter uma resposta em frequência o mais linear possível, sem colorir o som e deve gerar um bom nível de pressão acústica, sem fatigar a nossa audição. É o que se espera de um monitor profissional, o qual para ter estas características, fisicamente nunca será pequeno. Mas porque não? A Genelec respondeu a este desafio, com os 8020A. |
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Quando, há uns meses atrás, analisámos os monitores 8040A da Genelec, ficámos rendidos a certas evidências, desde a qualidade e fiabilidade sonora, capacidade de resposta, funcionalidades várias como o acerto de corte de graves e agudos de modo a ajustar o monitor à sala, construção da caixa, etc. Depois de quase duas semanas a trabalhar com estes monitores ficou-se com aquela sensação de que ‘o algodão não engana’. Recentemente, recebemos para análise o modelo mais novo e mais pequeno de série, os 8020A e a questão que imediatamente se colocou foi: tão pequenos! Será que soam a alguma coisa de jeito? A resposta a estas e outras questões encontram-se no que de melhor todos temos, a capacidade de acreditar em algo que de início não parece, mas é.
Teoria
Os Genelec 8020A são monitores profissionais para estúdio, podendo ser utilizados em estúdios de masterização, tanto em estéreo como em surround, régies de televisão, estúdios móveis, ou inclusive (para os que puderem) em configuração 5.1 em casa como sistema de Home Cinema. As dimensões destes ‘pequenos’ monitores são de 226 mm de altura (242 mm com o suporte ISO-Pod), 151 de largura e 142 mm de profundidade, isto para um peso de 3,7 kg. Ou seja, são pequenos, mas o seu peso denuncia que lá dentro alguma coisa deve haver. E realmente há. O altifalante de graves tem 4” e utiliza um amplificador especificamente calibrado para si que debita 20 W (não se riam, porque estes 20 watts são realmente 20 watts...), e um driver de agudos de 3/4” de cápsula metálica, com o seu próprio amplificador, o qual também debita outros 20 W. A caixa destes monitores é construída em alumínio anodizado (tal como os restantes modelos da série) com um desenho apelidado de MDE (Minimum Diffractin Enclosure) com formas arredondadas de modo a minimizar todas e quaisquer reflexões e/ou refracções causadas tanto exteriormente como interiormente pela caixa, com o driver de agudos encastrado dentro daquilo que a Genelec chamou Directivity Control Waveguide. Este é basicamente um guia de onda que em vez de estar colocado dentro da caixa com o motor de agudos, é feito na própria caixa numa forma concava elíptica com o centro da mesma a ser o motor de agudos. Este DCW é um dos trunfos da Genelec, que consegue assim fabricar monitores com especificações totalmente profissionais, mas com dimensões e características quase impensáveis há algum tempo atrás. Estes dois ‘pormenores’ são parte do que permite que estes monitores tenham uma imagem estéreo perfeita e graves que ninguém esperaria numas colunas tão pequenas. O corte de frequências entre graves e agudos é feito internamente com um crossover electrónico que trabalha nos 3 KHz, sendo que os monitores respondem dos 66 aos 20.000 Hz, algo realmente espantoso dadas as dimensões. O SPL máximo é de 95 dB a um metro, com dados medidos de 105 dB de SPL máximo com o par a tocar. O monitor é completamente protegido magneticamente, pelo que pode ser colocado ao lado de ecrãs de computadores ou televisores sem interferir na imagem. O altifalante de graves está protegido por uma rede metálica que não interfere de modo nenhum com o som. Na parte da frente de cada monitor estão ainda as letras Genelec escritas por baixo do altifalante de graves, o potenciómetro colocado do lado esquerdo que liga/desliga as colunas e ao mesmo tempo serve de potenciómetro de volume e um led verde colocado do lado direito indicativo do estado do monitor.
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