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Apesar da Sontronics se apresentar como um fabricante de equipamento profissional de áudio, também não esconde o facto de que a produção é chinesa. A Sontronics pertence ao grupo Omnisonic, e apareceu em 2003, com a ideia de aproveitar contactos existentes na China, onde eram fabricados microfones em regime OEM. Quem imaginou e desenvolveu estes microfones foi Trevor Coley, um profissional que já trabalhou para a Soundcraft e que foi um dos responsáveis pela projecção internacional da marca chinesa SE Electronics. Aliás foi precisamente ao acompanhar a criação da marca SE que Trevor Coley conheceu a fábrica onde actualmente os Sontronics são fabricados. A ideia foi a de, aproveitando infra-estruturas existentes, criar novos modelos, exclusivos da marca, que apesar de terem um custo de produção baixo, teriam um desempenho superior ao que geralmente se associa a microfones fabricados na China. O desenho e controlo de qualidade de cada modelo são feitos directamente pela casa mãe em Inglaterra. Embora se assumam sem receios como um fabricante de microfones ‘made in China’ não assumem de maneira nenhuma a qualificação que muitos destes produtos têm, a de serem equipamentos de baixa qualidade. Partindo destes pressupostos recebemos a totalidade dos modelos que a Sontronics tem, e decidimos partir à aventura.
Uma grande família
O modelo Sontronics STC-1 é um microfone para utilização variada para captação de instrumentos. É um condensador de padrão polar cardióide. Com resposta dos 25 aos 20.000 Hz, sensibilidade de 12mV/Pa, com SPL máximo de 137 dB de tolerância nos 1000 Hz. A cápsula de ouro evaporado está preparada para gravações instrumentais, tanto como microfone de ambiente de bateria, como para captar amplificadores de guitarra e baixo, ou outro tipo de captações acústicas. Colocado no corpo está um selector de atenuação que permite cortes de -10 ou-20 dB e corte de frequências nos 75 e nos 150 Hz (low cut). Embora suporte um nível alto de pressão acústica, durante os testes notámos que a partir de certo ponto o microfone entrava em distorção, principalmente nas captações de guitarras eléctricas amplificadas, onde geralmente os níveis altos são comuns. De qualquer forma, se tivermos um pouco de cuidado, é perfeitamente possível gravar guitarras com níveis altos, desde que se verifique que o micro não entra em distorção, e se grava somente a distorção vinda do amplificador. Este modelo tem a particularidade de se poder trocar a sua cápsula, existindo para isso duas cápsulas que podem ser adquiridas à parte. Para além da que vem de origem, que é cardióide como foi dito, as outras duas são omnidireccional e hipercardióide. A primeira tem o nome de STC-Omni, responde dos 25 aos 20.000 Hz com sensibilidade de 14 mV/Pa, com SPL máximo de 138 dB. A segunda recebeu o nome de STC-Hyper, responde também dos 25 aos 20.000 Hz, com sensibilidade de 10 mV/Pa e um SPL máximo de 139 dB. A utilização destas duas cápsulas extra traz mais valias ao modelo STC-1, permitindo-lhe assim, em situações de gravação onde são necessárias características específicas, poder responder de uma forma simples. O modo de trocar as cápsulas não podia ser mais simples. Basta desenroscar a cápsula que está montada no corpo do micro e montar a nova. Fica-se assim com um novo microfone disponível.
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