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Construídos, especificados e equipados com funções para os palcos, os novos amplificadores combo para guitarra, Roland GA-212 e GA-112, oferecem duas novas poderosas opções de amplificação que vão ao encontro dos músicos da actualidade. Ao contrário dos amplificadores de modelação que invadiram o mercado nos últimos anos, tentando simplesmente recrear o som dos múltiplos amplificadores vintage, estes dois novos modelos da série GA exploram a respeitada tecnologia COSM da Roland para criar “uma voz” original, com tonalidades expressivas e uma operação simples e intuitiva. Estes dois novos combos oferecem acima de tudo uma experiência “orgânica” aos guitarristas, fazendo lembrar o comportamento de alguns dos grandes clássicos a válvulas mas não tentando propriamente “copiar” o seu som. O motor de som responsável por este comportamento é, em si mesmo, um modelo COSM que a Roland desenvolveu e a que chamou de Progressive Amp. Um versátil sistema que permite moldar a sonoridade ajustando o ganho (Drive) e volume, conferindo a cada pequena mudança uma subtil diferença que se pode sentir directamente no resultado sentido pelos altifalantes. Desde a posição com o ganho no mínimo até à posição extrema, podemos conseguir desde logo uma amplitude de sons que nenhum amplificador analógico real seria capaz de produzir – e isso sem sequer tocarmos nos restantes botões que permite moldar o som ou na tecla de “boost”...
Ao mesmo tempo, os GA-212 e GA-112 trazem todas as vantagens do processamento digital mais avançado, tal como funções de memória para nos deixar reproduzir o som que obtivemos nos nossos melhores momentos, ao mesmo tempo que são capazes de gerar um som extremamente potente isento de ruído – que infelizmente eram outra das características dos “clássicos” dos anos setenta.
Com estes dois novos combos, podemos assim tocar num palco perante milhares de fãs, ou tocar num pequeno clube, com a segurança de que vamos ter um som de guitarra fiel, cheio, saturado e temperamental para nos inspirar, mas sobretudo um som que os técnicos de som vão querer captar sem receios. Não é por acaso que a Roland caracteriza esta série de Stage Amps.
No caso do GA-212 temos um combo realmente poderoso, equipado com dois altifalantes de 12 polegadas desenhados exclusivamente para este efeito, tendo ao nosso dispor 200 watts de potência, mais do que suficiente para nos fazermos ouvir no palco de uma grande digressão. Por seu lado, o GA-112 tem um único altifalante de 12 polegadas e um amplificador de 100 watts que o torna na escolha ideal para tocar em clubes e ensaiar, com a garantia de que vamos poder passar do GA-212 para o GA-112 e sentir o mesmo nível de conforto e sonoridade, apenas com uma potência e volume extra a fazer a diferença.
Em cada um destes combos encontramos o mesmo “motor” de som, com múltiplas vozes e uma vasta gama de sonoridades, desde o som mais límpido ideal para guitarra jazz, até à sonoridade gigante dos grandes amplificadores com mega ganho e toda a saturação que desejarmos.
Em termos de operação, as coisas são simples e intuitivas, com botões familiares de Drive e Volume, seguidos de ajustes standard de tonalidade como Bass, Mid, Treble e Presence, tendo depois comutadores de voz, gain boost e boost de médios para obtermos resultados instantâneos.
Acima de tudo, podemos armazenar os nossos parâmetros de som nas teclas de memória e recuperá-los quando quisermos, seja no painel frontal – assignáveis a qualquer um dos quatro canais directamente acessíveis nas teclas – seja através da pedaleira opcional GA-FC Foot Controller. Todos os potenciómetros destes amplificadores têm indicadores LED visuais que nos mostram o estado actual de funcionalidade, mudando instantaneamente quando carregamos um novo preset. Além disso, esses indicadores visuais LED permitem-nos rapidamente identificar o tipo de som que acabámos de activar, mesmo com o palco completamente às escuras. Melhor do que termos que nos recordar se era o som “25” ou o “12”.
No painel de ligações, encontramos dois loops de efeitos com operação seleccionável em série ou paralelo, juntamente com ajuste de nível master de +4 dBu/-10 dBu, duas saídas auxiliares, uma saída directa de nível de linha e uma saída adicional DI/afinador. Se ligarmos a pedaleira de controlo GA-FC podemos controlar vários combos GA-series ao mesmo tempo, uma vez que temos uma saída link e temos ainda entradas para dois pedais de expressão, a partir dos quais podemos controlar volume e/ou ajustes de ganho de forma progressiva.
Do ponto de vista de desenho, podemos dizer que gostámos bastante da aparência destes novos Roland GA-212 e GA-112, sendo suficientemente evocativos de antigas glórias da marca como o Jazz Chorus (ou VOX-AC já agora...) mas com um toque contemporâneo, onde os indicadores LED dos botões dão o toque final de requinte. Acima de tudo, são combos de guitarra com um som cheio “analógico” e rico que combinam da melhor forma a electrónica analógica tradicional com a tecnologia digital mais avançada, resultando em amplificadores que aprendemos rapidamente a gostar, porque têm “a sua própria voz” como desejavam os responsáveis da Roland.
Gostámos muito do facto de que, em cada canal, o amplificador memoriza automaticamente as posições actuais de todos os potenciómetros, sem necessidade de estarmos a programar ou salvar as memórias. Como nestes combos tudo resulta extremamente intuitivo, é fácil perdermo-nos na experimentação... Se quisermos replicar o mesmo som noutro combo igual, basta colocar as posições dos indicadores LED exactamente iguais e... soa tudo da mesma forma. Sem dúvida, muito “digilógico”.
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João Martins
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