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Para este novo trabalho com Sting, Donal Hodgson escolheu uma grande selecção de microfones da DPA, visto que a captação sonora era algo que colocava muitos problemas, essencialmente devido ao tipo de local, uma Catedral, de 1093, que apesar de visualmente ser lindíssima - toda construída em pedra - colocava o grave problema de reflexões e reverberações, até cinco segundos. A juntar a isto, como o concerto seria gravado para posterior edição em DVD, a parte visual era importante, pelo que sistemas de captação muito grandes não podiam aparecer nas filmagens. “A única maneira de colocar tudo a soar bem foi posicionar microfones de proximidade em todos os 38 músicos. Inicialmente o maior problema que antevia era o da secção de cordas, optando imediatamente pelos DPA 4099, que me garantiam uma boa captação e gravação”.
Este tipo de solução mostrou ser perfeita, sendo também aplicada à secção de metais - “não se comprometia o som, visualmente era o que o realizador desejava, e não tinha problemas com a reverberação da catedral”, diz Hodgson.
“São microfones com um som incrível e fáceis de colocar. A minha questão era se os proprietários de violinos mais antigos iriam colocar problemas na montagem dos microfones, mas consegui montar tudo sem problemas. A maioria dos músicos nunca tinha utilizado microfones de garra, mas como estes são muito fáceis de montar, eles ficaram muito satisfeitos com o som conseguido. E o melhor de tudo é que apesar de terem um muito bom som, são quase invisíveis”.
Para as vozes, Hodgson utilizou os DPA 4011 cardióide, ideais para este tipo de captação “soam muito bem, o Sting particularmente soa excelente, com a sua voz característica”.
Captação da percussão
Outro problema era a enorme quantidade de equipamentos de percussão, desde Darbukas, bombos vários, campainhas, etc, tudo isto num espaço extremamente reverberante. A solução passou pela montagem de vários DPA 4023, um cardióide compacto.
“São muito versáteis. Quando começámos, não sabíamos que tipo de percussão iria ser utilizada, pelo que montámos um par em cada percussionista e fomos adicionando mais à medida que era necessário. Durante os ensaios, com as várias mudanças nas músicas, fomos reposicionando os microfones, movendo-os de um lado para outro, e devido ao seu tamanho diminuto, encontrámos posições em que eles ficavam mesmo escondidos. Um microfone daquele tamanho com aquela resposta é incrível. Um grave redondo e agudos cristalinos".
Para a harpa celta e para a guitarra de Sting foram utilizados os modelos miniatura IMK 4061, com cápsula omni, que conseguiram captar tudo na perfeição. Hodgson utilizou ainda o sistema surround DPA 5100, porque o espectáculo iria ter edição estéreo e 5.1. Devido a não poder colocar o microfone no local mais óbvio, porque entrava em campo na imagem, ele decidiu colocá-lo numa posição central, por trás de Sting, captando toda a banda, sendo assim usado como base para a mistura 5.1 “dá ao espectador/ouvinte a sensação de estar no lugar de Sting. É uma percepção maravilhosa”.
Um par de shtoguns DPA 4017 foi posicionado à esquerda e direita do palco, apontados para o público, para captar o ambiente. “Utilizei as pistas do público em toda a mistura para dar uma sensação de sala, de modo a que a mistura não soasse demasiado seca. Resultou muito bem”.
O uso quase exclusivo de microfones DPA por Donal Hodgson surpreendeu o técnico de som FOH Howard Page, assim como o de monitores Ian Newton, que não conheciam assim tão bem os microfones da DPA. Mas ao ouvir o som resultante ficaram imediatamente conquistados “elevou tudo para um nível superior” disse Donal Hodgson. “Gravei tudo sem equalização, e soou muito bem. O Howard passou o tempo a dizer como tudo soava tão bem sem ser necessário grandes equalizações. Posso dizer que se fosse hoje faria exactamente o mesmo. Está perfeito!”
www.dpamicrophones.com
Distribuição:
www.audiopro.pt
António Gil
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