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Edição nº 92
 
 
Setembro 2010
 
Midsummer Music Conference 2010

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PRESONUS
Antevisão da versão 1.1 do software DAW da PreSonus
 
A PreSonus anunciou para breve o lançamento da versão 1.1 do seu software DAW (Digital Audio Workstation) Studio One, que virá adicionar diversas novas funcionalidades e melhoramentos a um programa que começa a afirmar-se como um sério competidor no restrito número dos “estúdios virtuais”, desafiando a hegemonia dos “grandes” como o Pro Tools, Cubase, Logic, Sonar, etc.
 
01.02.2010
 

Já tivemos oportunidade de dizer o quanto gostámos do que vimos, ao publicar a notícia do seu lançamento, na última Musikmesse. Neste momento, estamos com o programa em testes, e as nossas primeiras impressões têm-se confirmado e reforçado. Entretanto, temos também anotado alguns pequenos senãos, mas como a PreSonus se adiantou, obviamente que a nossa análise irá ter em conta, necessariamente, os melhoramentos e as novas funcionalidades que irão ser introduzidas nesta nova versão, cujo lançamento está prometido para breve.
A primeira referência vai para as curvas de automatização, as quais podem passar a ser “desenhadas” directamente na pista, e os pontos de referência podem ser ligados a determinados eventos, pelo que a automatização acompanhará esses mesmos eventos, no caso destes serem movidos. Uma função de transformação permite-nos ainda escalar, comprimir e modificar de diversas formas essas mesmas curvas de automatização. Uma janela histórica de edições permite visionar e desfazer (Undo) todas as edições efectuadas desde a abertura do ficheiro, mesmo que tenhamos gravado o ficheiro entretanto (desde que não o tenhamos fechado). Um editor de nomes de instrumento por nota (pitch layout) está disponível na configuração das baterias, e podemos gravar e carregar nomes de qualquer lista.
Outro melhoramento adicionado na versão 1.1 é um editor de comandos (atalhos) de teclado com funcionalidades “Search and Learn” para criar e modificar novos mapas de atalhos de teclado, o que permite, por exemplo, a um utilizador que migre de uma outra aplicação do género (Cubase, Logic, Sonar), manter o conjunto de atalhos de teclado a que se habituou na anterior aplicação. A função de busca atrás referida encontra um comando de teclado específico e mostra qual a funcionalidade que ele controla, e também encontra funcionalidades específicas e mostra qual o comando de teclado que lhes está atribuído.
O Studio One passa a usar uma nova tecnologia denominada “dynamic timestretching” para alterar tempos de eventos, em vez de ter de fatiar os eventos em eventos mais pequenos com tempos diferentes. Podemos fixar posições ao arrastar eventos entre pistas num determinado âmbito, usar um commando de teclado para avançar ou recuar compass a compass, e acelerar o deslize enquanto arrastamos com o novo modo Turbo. Quando seleccionamos uma região numa pista, podemos agora expandir a selecção usando as teclas Shift e as setas Up/Down. Quando seleccionamos e removemos uma região no menu Edit, o espaço entre regiões será eliminado, por forma a que o áudio restante se una.
Foi também adicionada uma opção Upload as Digital Release na janela Project do Studio One, e podemos adicijonar à nossa composição ilustrações de álbum e de canção. Uma nova opção do menu permite-nos carregar as composições, ilustrações e metadados no serviço Soundcloud Web.
Outro sector que recebeu bastantes mudanças foi o dos plug-ins nativos do Studio One. O Pipeline recebeu a adição de um metroscópio que permite alterar manualmente o atraso (em amostras) para compensação da latência. O metroscópio mostra os sinais de envio e retorno um sobre o outro e mostra assim a diferença em tempo real, permitindo assim ajustar manualmente a compensação do atraso, o que é bem mais preciso do que a compensação automática que encontramos em alguns outros programas do género. Além disso, a compensação de latência foi activada para os efeitos nos canais de entrada, pelo que, se nós quisermos usar um efeito num canal de entrada, o software irá assegurar que o áudio gravado nessa pista com processamento irá ficar perfeitamente alimhado com as outras pistas pré-existentes.
Os plug-ins podem agora ser passados por cima, e isso pode mesmo ser automatizado. Um novo plug-in Level Meter permite um visionamento extra-grande dos volumes, e com medidores de pico e RMS. O instrumento virtual PreSonus Presence foi redesenhado, a polifonia expandida para 96 vozes, e adicionados efeitos, incluindo um equalizador gráfico de 7 bandas com programações para solos (frequências centrais vão desde os 50 Hz oas 10 kHz) e baixos (dos 100 Hz aos 6.4 kHz).
O Impact VI recebe a adição de diferentes camadas por velocidade de ataque, envolventes com parâmetro Hold, e um filtro multi-modo com passa-graves, passa-banda e passa-agudos com dois e quatro polos (ângulos de corte de 12 dB e 24 dB por oitava). Para carregar efeitos num determinado canal de saída, basta arrastar o efeito para uma localização.
Outra secção que também recebeu vários melhoramentos nesta versão 1.1 foi a secção MIDI. O navegador de ficheiros recebeu um reprodutor MIDI para pré-ouvir o material seleccionado, que envia os dados MIDI para uma pista de instrumento seleccionada para reprodução. Este reprodutor mostra a duração do ficheiro em compassos, e o número de notas se forem padrões.
Atá agora, a quantização MIDI afectava apenas as mensagens de Note On; nesta nova versão o fim das notas (Note Off) também passa a poder ser quantizado. O plug-in Gate agora passa a enviar mensagens MIDI de nota, o que é excelente para usarmos na substituição de sons em baterias. Os instrumentos podem ainda enviar mensagens de MIDI Time Code para equipamento externo, como por exemplo teclados workstation ou um conversor de SMPTE e reprodutor de vídeo.
Finalmente, as funcionalidades de exportação também foram significativamente melhoradas, incluindo a possibilidade de exportar canais inteiros como programas, completos com auxiliares, efeitos e retornos de instrumentos. Para além disso, quando exportamos regiões adjacentes (entre marcadores), podemos agora criar sobreposições personalizadas no início ou no final de cada região, para que o áudio possa fundir-se encadeadamento entre os ficheiros exportados. Isto funciona como uma espécie de pre-roll e post-roll. O Studio One cria uma pasta para cada região com um nome derivado do nome do marcador.
A nova versão 1.1 do Studio One sera lançada ainda durante o primeiro trimestre (até Março), e será uma actualização gratuita para todos os utilizadores registados do programa.
Para mais informações, visitar www.presonus.com ou contactar com o distribuidor em Portugal, Audiolog.
A nossa análise irá incluir já todas as melhorias desta nova versão.
www.presonus.com
Distribuição: www.audiolog.pt

Fernando Rodrigues


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