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Mostrando que conhece bem os vários mercados onde se encontra, a Waves vem agora revolucionar novamente o processamento do áudio digital, tal como fez com o lançamento dos seus primeiros Plug-ins.
A tecnologia SoundGrid baseia-se na capacidade de correr um grande número de Plug-ins da marca utilizando vários computadores, ligados via protocolo Ethernet, ultrapassando assim as especificações individuais de cada máquina ou unidades dedicadas de DSP.
Através da nova tecnologia, que oferece uma performance de latência ultra baixa, os utilizadores podem passar a ter disponíveis a quantidade de processamento que querem para utilizar com os Plug-ins Waves.
Aproveitando a mais recente tecnologia Ethernet e a cada vez maior capacidade dos novos processadores de computador, a marca pretende disponibilizar uma relação de custo efectivo no uso das suas aplicações, seja em estúdio, ao vivo ou para broadcast.
Entre as várias vantagens, e para além das óbvias de poder correr um cada vez maior número de instâncias de Plug-ins, temos que a tecnologia SoundGrid utiliza componentes standards da indústria informática, como os computadores, sem necessidade de qualquer tipo de configuração extra, switches ou servidores.
Basta interligar vários computadores em rede, de forma a se poder utilizar uma capacidade de processamento total como se de uma máquina única se tratasse, ao mesmo tempo que disponibiliza integração total entre sistemas analógicos e digitais. Outras mais-valias estão na capacidade de redundância total e capacidade de recuperação do sistema, assim como a promessa de numa próxima versão se poder implementar capacidades de gravação.
Claro que isto vai potenciar aplicações como as que são necessárias em sistemas de som ao vivo, visto que em estúdio pode-se sempre recorrer a processamento offline, mas também em estúdio, a possibilidade de se ter um sistema central (semelhante a um hub de processamento) para tarefas de mistura, partilhado por várias estações de trabalho, tornando-se assim ideal para qualquer estúdio de gravação, pós-produção, broadcast, juntando ainda capacidades de áudio em rede para instalações fixas.
Claro que com este anúncio, só por si já da máxima importância para todos os utilizadores, um outro fabricante de sistemas de som profissional - a DiGiCo - que já tinha implementadas algumas aplicações da Waves para as suas mesas digitais, anunciou uma parceria entre as duas marcas.
Os dois fabricantes acordaram trabalhar juntos no desenvolvimento e forma de integração da nova plataforma nas mesas DiGiCo, principalmente integrando a tecnologia SoundGrid na tecnologia proprietária FPGA Stealth Digital Processing da marca britânica.
Mas não é só a DiGiCo que anunciou suporte para esta nova tecnologia.
A Yamaha anunciou também a disponibilização de uma placa WSG-Y16, que em conjunto com um sistema Waves SoundGrid Server, um computador de controlo e uma chave iLock, vai permitir correr todos os Plug-ins que estejam autorizados directamente em qualquer mesa digital da marca japonesa.
Cada placa vai poder correr até 16 canais da mesa em tempo real, com o número de Plug-ins que se tenham instalados e devidamente autorizados.
Basicamente liga-se um computador, que tenha a tecnologia instalada, a uma mesa digital, e faz-se o endereçamento dos canais que se pretende processar. Adicionalmente a placa WSG-Y16 suporta o protocolo MIDI, pelo que se pode controlar remotamente os Plug-ins a partir da própria mesa ou de qualquer superfície de controlo.
Entre as várias capacidades desta nova placa em interacção com a nova tecnologia, temos suporte para frequências de amostragem de 44.1, 48, 88.2, 96 kHz, com capacidade de processamento de 16 canais a 44.1/48kHz, ou então oito canais a 88.2/96kHz. Para o que necessitam de mais canais a serem processados, até duas placas podem ser instaladas, possibilitando assim até 32 canais de processamento.
Prometemos ficar alerta para novidades nestes campos.
www.waves.com
António Gil
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