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Na digressão "Tour of the Universe" dos Depeche Mode as mesas digitais Midas XL8 cumprem funções nas posições FOH e monitores. Tendo voltado novamente para a Europa, e já com bastantes meses de tour “em cima”, com noites de mais de 85.000 pessoas, os dois responsáveis das misturas mostram-se totalmente satisfeitos com a performance das mesas.
Antony King, técnico de som de frente, sempre foi um fã das mesas Midas Xl4 e Heritage 3000, andando agora na estrada com a versão digital de topo da marca. “A XL8 tem um estilo muito analógico” diz. “Entre as várias funcionalidades que gosto bastante, estão os POP(ulation) Groups, que me permitem um acesso muito rápido a qualquer canal que queira, num determinado momento. Depois tenho os grupos VCA (Variable Control Association), que me dão a possibilidade de dividir estes grupos mais ainda, de forma a poder trabalhar da forma que melhor me sirva. Realmente está tudo na nossa frente e isso é algo que mais nenhuma mesa digital consegue neste momento.”
“Ao mesmo tempo, adoro o som que ela tem” continua, “acho que o objectivo da Midas ao criar uma mesa digital foi poder juntar as funcionalidades deste tipo de mesas às características analógicas das XL4, como por exemplo a pré-amplificação. Na realidade é um pouco irónico. A ideia de fazer uma digital soar a uma analógica pode parecer um retrocesso, mas na realidade é o que nós gostamos de ouvir, o que o ouvido humano gosta. Tem um calor enorme no som que cria, mesmo em locais muito grandes, com uma enorme potência de saída, algo que as outras digitais ainda não conseguiram. Metaforicamente falando, gosto de comparar a XL8 a uma televisão HDTV, parece que tem mais pixels”.
Na monição, Sarne Thorogood diz que para ele a Midas XL8 é a melhor mesa que utilizou até hoje. “Para uma banda como os Depeche Mode, a automação é obrigatória”, diz. “A XL8 tem um excelente painel de navegação, mantendo muita familiaridade com as analógicas, facilitando tudo. Parece que está tudo sempre no sítio que é suposto estar. À medida que o tempo passa tenho cada vez mais coisas a correr na mesa, e sinto-me cada vez mais confiante.” Thorogood tem vinte misturas a correr ao mesmo tempo, em mono e estéreo, tanto para in-ears como para monitores de chão, quatro envios de efeitos, delay e reverberação para a voz de Dave Gahn, para além de duas outras reverberações para a bateria e ainda três misturas distintas só para os técnicos.
“Tenho um controlador gráfico KT Rapide, que me mostra imediatamente qual o canal que eu ponho em solo, tornando tudo muito funcional, de forma a que eu vou à rack e tenho acesso ao que pretendo, continuando a mexer na mesa. Com um espectáculo deste tipo, especialmente porque Dave não trabalha com IEM’s e se trabalha a um nível razoavelmente alto, necessito de aceder à equalização rapidamente. O som da Midas é maravilhoso, pode-se fazer muito disparate sem que a mesa se queixe. Pessoalmente não faço muita coisa ao sinal, basicamente o que entra é o que sai, entra bom, sai bom”.
www.midasconsoles.com
Distribuição: www.electrosound.pt
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