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Os Brit Awards são, para muitos, o indicador de quem será o melhor artista ou banda do ano, qual a melhor música, qual o melhor álbum, etc., sendo por essa razão considerados um dos espectáculos de maior responsabilidade, tanto do ponto de vista artístico como técnico. Se do ponto de vista artístico, a responsabilidade é dos artistas (e também da produção, que diga-se em abono da verdade, na maioria das vezes tem tudo, mas tudo mesmo, controlado e previamente bem ensaiado - mesmo o que é suposto ser espontâneo...), já do ponto de vista técnico a responsabilidade recai sobre as empresas que vão ser responsáveis pelo som, luz, imagem e emissão.
O evento, que geralmente tem lugar em Earls Court, uma das mais conceituadas salas de espectáculos de Londres, obriga a um planeamento muito cuidadoso, visto que geralmente são algumas dezenas os artistas e bandas que nessa noite sobem ao palco. Para tal, e como estamos a falar do meio profissional da música, o som é crucial. Foi essa a razão porque Derrick Zieba, responsável do desenho sonoro e do som ao vivo especificou uma Midas XL8 para a posição de som de frente.
Este experiente técnico, que é responsável pelo som dos Brit Awards desde 1994, explicou a sua decisão afirmando, “fiquei impressionado com o que vi na cerimónia dos Pémios Nobel, em Oslo, com duas mesas XL8 e três Pro6 ligadas em rede, a fazer todo o som do evento. Claro que para mim esta foi a oportunidade ideal para utilizar a XL8 num espectáculo destes. Quando comecei a trabalhar os Brit Awards, em 93, eram necessárias seis Midas XL4 e Heritage 3000 para fazer o espectáculo. Hoje em dia com as digitais é tudo muito mais simples, tanto em termos de espaço, tempo e funcionalidades. Fazemos o trabalho durante os ensaios e quando vamos para o espectáculo já está tudo pronto, desde automatismos, vias, etc. Cada banda tem o seu próprio setup já preparado. Mas o que todas as pessoas comentam é o som que se tem. O som de uma XL8 é indistinguível do de uma analógica de topo. É realmente algo incrível. Do ponto de vista do operador, a utilização dos POPulation Groups, um dos principais conceitos da mesa, faz com que todos os setups das bandas e artistas sejam feitos de uma forma rápida, interactiva e segura. O resultado desta utilização é que vou começar a ter a Midas XL8 em todos os meus projectos” finaliza.
A mesa, fornecida pela empresa Britannia Row, fez a frente de muitos dos artistas e bandas, incluindo Lady Gaga, Florence and the Machine, Dizzee Rascal, Robbie Williams, Jay-Z e Alicia Keys.
Somente os Kasabian e outro grupo utilizaram uma mesa analógica, uma Heritage 3000, colocada expressamente para eles e operada pelo técnico da banda Robbie McGrath.
O responsável de sistemas da Britannia Row, Josh Lloyd, foi também técnico de som FOH para alguns artistas, entre eles Jay-Z e Alicia Keys, sendo que o conhecimento da mesa vem da sua tour mundial com os Oásis. “Para um espectáculo destes é necessária uma flexibilidade enorme”, diz. “São duas as principais razões porque a XL8 foi utilizada nos Brit 2010. Em primeiro lugar necessitávamos de uma mesa que os vários técnicos percebessem rapidamente, que conseguissem operar, tipo analógica”, afirmou. “A XL8 é muito analógica na maneira de operar, muito simples de entender, algo que é familiar a muitos dos técnicos que estavam presentes”.
“Em segundo lugar é extremamente rápida de criar ligações, de fazer patches. Pode-se virtualmente ligar qualquer ponto a outro e criar setups específicos na consola. Podem-se criar cenas especificas, sem necessidade de estar a carregar novas sessões, podemos ter múltiplos patches, que mudamos em cada cena. Para além disso as secções A e B da consola permitem que alguém esteja a operar enquanto outra pessoa está a misturar. As coisas básicas como ganhos, níveis de compressão por canal e coisas semelhantes estão mesmo à nossa frente, e os POPulation Groups fazem com que tudo esteja directamente acessível. É uma das funcionalidades que todos os utilizadores consideram o máximo, mas que é totalmente oposta ao que se está habituado, a trabalhar com camadas, em que se tem que andar sempre a saltar de uma camada para outra e esperar que tudo esteja lá”, comenta Josh Lloyd.
“Para além disso temos toda a estrutura de encaminhamento, em que se pode mudar de subgrupos para auxiliares consoante as necessidades, o que permite mudar todo um setup de uma banda num abrir e fechar de olhos. E depois ainda temos os efeitos internos, que neste caso foram utilizados por todos”.
www.midasconsoles.com
Distribuição: www.electrosound.pt
António Gil
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