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Tendo sido responsável por uma das grandes revoluções no meio do áudio profissional, como se pode constatar pela quantidade de fabricantes que anos mais tarde estão a seguir o mesmo caminho, a Duran Audio continua a mexer naquilo em que realmente sabe, a directividade do feixe sonoro. Desta feita vão fazê-lo num equipamento que supostamente é tão direccional como uma manada de elefantes em fuga, ou seja o controlo dos subgraves.
Quando no início dos anos 90 a empresa apresentou o sistema Intellivox, com controlo de direccionalidade de disparo do feixe sonoro, a Duran Audio foi pioneira neste tipo de soluções. Tendo hoje em dia muitos sistemas a trabalhar infalivelmente pelo mundo inteiro e em quase todo o tipo de espaços, desde estações de metro, comboios, aeroportos, igrejas e centros comerciais, passando por outros sistemas de reforço sonoro para eventos de pequena, média e grande escala, faltava a este fabricante colocar no mercado uma solução que fosse a “solução” para os problemas que a maioria dos sistemas de graves e principalmente subgraves apresentam, ou seja o controlo do seu feixe sonoro, de forma a não criar zonas de atropelo de frequências e cancelamentos de fase, entre outras coisas. Actualmente os sistemas de subgraves são colocados de várias formas, consoante as capacidades dos eventos e dos próprios equipamentos, de forma a criar zonas de cobertura correctas, utilizando técnicas várias que envolvem quase sempre uma manipulação física das caixas.
A serie Axys vai receber agora os Beam Shaping Subwoofers, desenhados especificamente para serem totalmente versáteis, simples de utilizar e com possibilidade de serem somados consoante as necessidades (e também capacidades financeiras) surgirem.
Segundo os dados da fábrica, “os que investem em tecnologia podem atingir o controlo máximo com um investimento mínimo. Um dia podem estar a utilizar um array de subs num festival e no dia seguinte estar a utilizar só um numa conferência numa sala de hotel, ou a terem somente três unidades colocadas em cardióide num pequeno concerto. Controlar com precisão a zona de graves e com potência é ter a capacidade de controlar a dispersão dessas frequências num espaço reverberante, seja um espaço ao ar livre seja um espaço fechado”.
Para isso eles apresentam o novo desenho Beam Shaping Subwoofers, que permite ter definição e mais “punch” nesta zona de frequências, fazendo desaparecer sons de graves indefinidos e que parece que andam a flutuar no espaço e que só servem para corromper a totalidade do som apercebido, o que geralmente acontece porque não se consegue ter controlo sobre como a sala ou espaço reverberante condiciona este tipo de frequências. Mas com a nova tecnologia (ainda em segredo e que se espera seja melhor explicada na Prolight and Sound) vai-se poder direccionar os subs para onde se pretende que eles estejam a enviar o som, ou seja, tal como acontece com os sistemas da marca que permitem fazer a total direccionalidade sonora, parece que agora vai acontecer o mesmo só com os subs. Isto vai permitir controlar os subgraves, enviando-os por exemplo só para as zonas onde o público está posicionado e não para zonas reverberantes como paredes e outras situações semelhantes.
Segundo a Duran Audio, a solução permite também reduzir a poluição sonora, visto que controlando-se a direccionalidade do som, pode-se (teoricamente) enviar o som que se pretende somente para as zonas que se quer, podendo baixar níveis gerais de ruído.
Queremos mesmo ouvir isto!
www.duran-audio.com.pt
António Gil
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